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Esperança - parte 2

Você já deve ter ouvido falar que o Brasil é um péssimo país para empreender não é mesmo? Bom, historicamente, isso é uma verdade, mas as coisas estão mudando, e essa mudança é peça-chave na situação atual.


Apesar do Brasil ter passado relativamente bem pela crise de 2008 (assunto para outro artigo), podemos dizer que o país teve duas recessões sérias em menos de 20 anos, a de 2008 e a de 2014-2016, e por causa dessas duas crises, muita coisa vem mudando no cenário econômico brasileiro. Uma delas, que ainda vem acontecendo, é a explosão de empreendedorismo.


O Brasil teve muitas décadas de incentivos às empresas estatais e às mesmas grandes empresas privadas que já estavam consolidadas no país. Os monopólios e oligopólios ditaram as regras de mercado do país por muito anos, e quebrar essa estrutura não seria fácil.


Ao final dos anos 80 e início dos anos 90, mesmo que houvesse o incentivo, o empreendedorismo se via em dificuldade também pela hiperinflação que acontecia naquele momento. Essa era a primeira barreira a ser superada, e isso aconteceu com o Plano Real. Mas, apesar de algumas quebras de monopólio no final dos anos 90, ainda faltavam os combustíveis que fariam de fato o Brasil ser um país empreendedor: grandes crises e tecnologia.


O primeiro ar de mudança veio em 2008. Com a crise surgindo nos Estados Unidos, o governo federal lançou o MEI (Micro empreendedor Individual), categoria de CNPJ para trabalhadores autônomos, em uma tentativa de regularizar e amparar trabalhadores informais e receber impostos, que ainda que baixos individualmente, mas que formariam um montante interessante.


A categoria iria facilitar a prestação de serviço desses trabalhadores à outras empresas e dar mais acesso à crédito, que seria muito importante naquela fase, e acabou servindo como um incentivo ao empreendedorismo no momento pós-crise. Em paralelo, o Sebrae oferecia suporte de diversas maneiras aos pequenos empresários e empreendedores do país, o que ainda faz até hoje.


Nesse mesmo momento,o Brasil se preparava para a Copa do mundo de 2014 e para as Olimpíadas de 2016, o que mantinha a economia aquecida, os empregos sendo gerados e o empreendedorismo crescendo, principalmente na área de construção civil, com diversos prestadores de serviço que, ao invés de vincularem com uma empresa específica, aproveitavam o momento criando CNPJ’s e oferecendo seu trabalho a diferentes clientes.


Até que veio o segundo soco: entre 2014 e 2016, o Brasil experimentou uma outra recessão, que teve diversas causas e eclodiu no desemprego em massa e na decadência abrupta do setor mais forte do país anteriormente, a construção civil.


Nesse momento, ao mesmo tempo que a necessidade de empreender urgia em meio a tanto desemprego, o segundo combustível entrou em cena. Milhares de desempregados recorreram a fontes de renda digitais, como a venda de produtos digitais, serviços de aplicativos de transporte, como Uber e 99, e aqueles que não empreendiam diretamente pela internet, pelo menos podiam usá-la para divulgar seus trabalhos de maneira mais eficiente.


O resultado disso é que, em 2016, o Brasil se tornou o país mais empreendedor do BRICS (bloco de países emergentes que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), como mostra a pesquisa do IBPQ (Instituto Brasileiro de Produtividade e Qualidade) e do GEM (Global Entrepreneurship Monitor). Por causa disso, o mercado de TI também se aqueceu, e nos trouxe para o cenário que ainda se mantinha antes do período de quarentena começar.


Ainda existem muitos desafios, mas hoje é mais fácil agir como um empreendedor individual no Brasil, seja como fonte de renda primária ou secundária, para superar o momento de aperto. Para o consumidor final, isso gera mais opções e mais disputa de preços, e todo mundo sai ganhando. Se você quer seguir por esse caminho e ter uman nova fonte de renda, recomendo o livro Ponto de inflexão, de Flávio Augusto da Silva que mostra depoimentos de um empreendedor de sucesso que começou do zero, no subúrbio do Rio de Janeiro, para empreender e pouco a pouco se tornar um bilionário, dono do clube Orlando City, nos Estados Unidos, e da rede de cursos de idiomas Wise Up.


Por hoje é só, meus amigos! Amanhã tem mais, e no último artigo da série, vou mostrar porque vale a pena investir em tempos de crise. Até lá!




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